Mais de R$300 mil em artesanato alagoano são comercializados durante Feira Nacional

O artesanato alagoano segue ocupando uma posição de destaque nacional. Dessa vez, o sucesso foi durante a 20ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), realizada em Olinda, Pernambuco, entre os dias 3 e 14 de julho. Em 12 dias de evento, os artesãos que estiveram no estande de Alagoas comercializaram, ao todo, R$ 321.610 em vendas e encomendas.

Considerada um dos principais meios de expressão da cultura alagoana, a produção artesanal do estado foi exposta e comercializada por 10 representantes, entre artesãos, mestres e associações. A participação dos artesãos é articulada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), responsável pela coordenação local do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB).

Na edição anterior, o valor em comercialização foi de R$ 281 mil. No comparativo 2015-2019, o número em vendas cresceu 74%. “A Fenearte é a feira mais importante que eu participo, e é um espaço central para a vinda de grandes mestres do Nordeste. Além da comercialização, a gente ganha no contato com outros artesãos e com lojistas de todo o Brasil”, ressaltou o mestre Arlindo, de Maceió, que transforma palitos de fósforo em obras de arte.

Berço de grandes artistas populares, como mestre Arlindo, mestra Irinéia, João das Alagoas, Jasson e mestre André da Marinheira, Alagoas é espaço também de novos nomes, cenários e perspectivas para o artesanato local. A artesã Fernanda, do estúdio Monteferro, participou pela primeira vez da Fenearte. Com peças em prata, cobre e pedras naturais, a artista aposta ainda em uma matéria-prima genuinamente alagoana: a casca do sururu.

O projeto “Da lama ao design” utiliza cascas do marisco em acessórios, como colares, brincos, dentre outros, imprimindo uma linguagem única à produção e unindo o tradicional “fazer à mão” ao design e a moda.

“Estou muito feliz com a minha primeira vez no estande e, principalmente, em ver a valorização do artesanato. Com a projeção que vem ganhando nos últimos anos, é natural que a produção ocupe outros espaços e siga para outras vertentes. Em tempos de tecnologia e processos cada vez mais intermediados, é muito gratificante ver a valorização do saber, da mão do ser humano e da expressão de sua criatividade”, ressaltou Fernanda Ferro.

Além do Estúdio Monteferro, os artesãos Jasson e mestre Aberaldo participaram pela primeira vez do evento e, segundo Jasson, a importância da feira vai além da comercialização. “Eu conheci muitos outros artistas, novas formas de fazer arte, e isso vai mudar minha forma de ver as coisas. Aprendi aqui e pretendo levar para aplicar em casa. Com certeza minha visão é outra após a Fenearte”, afirma o artista nascido e criado em Belo Monte.

Alagoas feita à Mão

A partir de uma estratégia de integração dos aglomerados produtivos, o Governo do Estado, por meio da Sedetur, desenvolveu o programa Alagoas Feita à Mão, com o objetivo de criar ações que promovam o segmento e contribuam para a geração de renda e qualidade de vida dos artistas locais.

As principais atividades são focadas nas participações de feiras e eventos nacionais, divulgação do catálogo comercial do artesanato alagoano e mapeamento e identificação das oficinas dos artesãos.

“A Fenearte é uma oportunidade de reafirmamos nosso compromisso enquanto Governo do Estado com o fomento da produção artesanal alagoana. A participação de cada estado faz com que tudo seja muito plural, e proporciona uma troca bem legal aos artesãos, que têm contato com colecionadores, compradores e artistas de outras partes do país”, explicou Daniella Vasconcelos, gerente de Design e Artesanato da Sedetur.

Ascom – 20/07/2019

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